Prefácio (ou uma semente plantada)
moti,
moti, moti...
que viva, viva
a liberdade!
manju,
manju, manju...
que viva, viva
a liberdade!
doriaki,
doriaki, aqui!
que viva, vida
a liberdade!
serena e doce,
que viva, viva
a liberdade!
moti,
moti, moti...
que viva, viva
a liberdade!
Oraioo Gozaimas!
Oraioo Curiss Mass!
que viva, viva
ah, moti, que viva
a liberdade!
20 de dezembro de 2010
BALADA DA INFÂNCIA QUE VÔA
lembro-me da gangorra
e o meu pai empurrando
quando um guerreiro jovem
o observava
e com o carro quebrado
desceu a garoa
e os primeiros passos
deu o sapato apressado
voavam no céu
balões de fogo
e um disco voador
aportou em minha casa
para a avenida
colorida com o ouro
da felicidade da pátria
o vidro me mostrava
e eu chegava de mansinho
olhares em todos
os lugares esperançosos
do futuro sorridente
e as miniaturas
de pessoas que aceleravam
o passo em suas vidas
a avó me olhava
onde está o meu senhor?
e gritos e lágrimas
diziam algo
que nenhum pequeno entende
o corrimão da escada
seria a rampa do skate
talvez aeronave
alçando seu vôo
e balões d'agua voando
às flechas de heróis gregos
samurais empunhavam
sua espada de honra
saindo pelo ar
notas do piano e da senhora
ensaiando os pequenos pioneiros
a cantarem em liberdade
e crianças que ainda
tinham caminhões de brinquedo
os carregavam de areia
e simpatia
um pequeno descanso
ao almoço e sorrisos
a gentiliza ancestral
oferecia seu rito
somos crianças
e o que mais
nos importa senão
o verdadeiro amor?
a água lava minha boca
e o aprendizado
pouco a pouco
me diz o mundo
olhe! é um cavalo
os grandes amigos do homem
uivam, pois perderam
a noite enluarada
vejo seus olhos puchados
tão bela que comigo
baila ao lado do Oriente
pra ti, meu chapéu no chão
em fila, bravos pioneiros
ó, vasto mundo
e uma brincadeira infantil
é o que agrada aos anjos
pois então é Natal
e o ônibus que passeia pela cidade
nos traz alegria
permita-me enxugar-lhe as lágrimas...
29/30 de Agosto de 2010
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